Brasil: dimensões, situação geográfica, regionalização e sistema político (2022)

Por Marcos Bau Brandão

Este artigo atende aos fins de leitura e pesquisa e pertence ao blog GeoBau (http://marcosbau.com.br). Proibida a reprodução pelo Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610/98 de Direitos Autorais. Se for usar partes do texto cite a fonte. PLÁGIO É CRIME. DENUNCIE.

O Brasil é um país de grandes dimensões. Localizado na América do Sul, ocupa a porção centro-oriental do conti­nente. Apresenta uma extensa faixa de fronteiras terrestres (15.719 km), limitando-se com quase todos os países sul-americanos, com exceção do Chile e do Equador. Apre­senta também uma extensa orla marítima (7.367 km), banhada pelo oceano Atlântico (veja mapa que segue da faixa de fronteira do território brasileiro).

Brasil: dimensões, situação geográfica, regionalização e sistema político (1)

Além dos 150 km da fronteira terrestre, a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) – através da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM – assinada em 1982, ratificada em 1988 que virou lei nº 8.617 em 1993) –cobre a parte litorânea do Brasil em 200 milhas marítimas (1 milha = 1,85 km). Conforme artigos da CNUDM, “A zona econômica exclusiva é uma zona situada além do mar territorial e a este adjacente …”(CNUDM, art. 55) e “…não se estenderá além de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territorial [o mar territorial mede 12 milhas a partir do litoral]”(CNUDM, art. 57). Fonte desse parágrafo: Revista Brasileira de Geofísica, 1999.

Para melhor entendimento da imensidão territorial do Brasil observe, no mapa abaixo, a grande distância que separa os pontos extremos do país, tanto na direção norte-sul como na direção leste-oeste. O ponto mais extremo ao norte (setentrional ou boreal) é o monte Caburaí (1.465m. onde fica a nascente do rio Ailã) no Estado de Roraima; ao sul (meridional ou austral) temos o Arroio Chuí, um pequeno curso d´água situado no Estado do Rio Grande do Sul; a leste (oriental) está a Ponta Seixas, no Estado da Paraíba; e a oeste (ocidental) temos a Serra da Contamana (nascente do rio Moa), na fronteira do Acre com o Peru.

Brasil: dimensões, situação geográfica, regionalização e sistema político (2)

Durante muito tempo, o ponto mais extremo ao norte do Brasil foi o rio Oiapoque, no Amapá, mas desde a década de 1930, expedições já informavam que o monte Caburaí era mais extremo que o Oiapoque. Uma expedição de órgãos federais e estaduais consolidou o monte Caburaí informando que ele está 84 km mais ao norte que o rio Oiapoque e o MEC oficializou a informação em 1998. Alguns livros didáticos já usavam o monte Caburaí como o ponto do extremo norte do Brasil e os que ainda não tinham adotado tal medida foram obrigados a adotar a partir desse ano. Portanto, a expressão ‘do Oiapoque ao Chuí’ ficou para trás, pois agora o Brasil se estende de norte a sul ‘do Caburaí ao Chuí’.

Assista ao vídeo abaixo do IBGE, de cerca de 4 min., que explica e mostra a demarcação do monte Caburaí como ponto do extremo Norte do país.

(Video) Tudo sobre Regionalização Brasileira | Geografia | Complexos Regionais

Em seu território aparecem paisagens diversifi­cadas – como morros, superfícies planas, florestas e vegetação arbustiva -, as quais constituem um dos mais diferenciados patrimônios naturais do mundo. A diversidade cultural e de costumes (danças, comidas, músicas) também é notável.

O pico mais culminante do Brasil é o Pico da Neblina (mostrado na figura acima) situado na Serra do Imeri, Estado do Amazonas, com 2.993,78 metros (medidos pelo IBGE eInstituto Militar de Engenharia).

Além de contar com um parque industrial importante, o país alcança níveis bastante elevados de produtividade agrícola, sobretudo nas áreas rurais mais modernizadas.

Apesar dessas imensas riquezas naturais, culturais e econômicas, no contexto social a pobreza material é uma das principais características da realidade brasileira. Apartir dos dados do Censo 2010, identificou no Brasil 16.267.197 de pessoas que vivem com renda per capita mensal de até R$ 70 (desse total, 4,8 milhões não têm nenhuma renda e o restante renda per capita de R$ 1 a R$ 70). Essa é a linha da extrema pobreza definida pelo governo federal, que embasa o programa Brasil sem Miséria (fonte: Blog do Planalto). Atualizando esses dados para o momento atual, em outubro de 2021, de acordo com a FGV Social, quase 28 milhões de pessoas vivem abaixo da linha dapobrezano Brasil. Em 2019, antes da pandemia de Covid-19, eram pouco mais de 23 milhões de indivíduos nesta situação (fonte: CNN Brasil).

Analise o planisfério que segue, observe o Brasil no mundo e note que o território localiza-se a oeste do meridiano inicial ou de Greenwich (0º), situando-se, portanto, inteiramente no hemisfério ocidental. Sendo cortado ao norte pela linha do Equador nos Estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima.

Brasil: dimensões, situação geográfica, regionalização e sistema político (4)

Nosso território apresenta 7% de suas terras no hemisfério norte ou setentrional, e 93% no hemisfério sul ou meridional. Ao sul, é cortado pelo trópico de Capricórnio, apresentando 92% do seu território na zona intertropical, isto é, entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio. Os 8% restantes estão na zona temperada do sul, também chamada de subtropical, situada entre o trópico de Capricórnio e o círculo polar Antártico.

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Planisfério mostra que o Brasil é o 5º país em extensão territorial perdendo em ordem crescente para Rússia, Canadá, China e EUA. Fonte:TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009, p. 86 (clique na imagem para visualizá-la em outra aba/janela).

Fusos Horários e Horário de Verão no Brasil

Até 24 de abril de 2008, o Brasil possuía 4 fusos horários, mas a partir da sanção da lei nº 11.662, pelo Presidente Lula, passou a ter 3 fusos, mas voltou aos 4 fusos em setembro de 2013. O fuso oficial continua sendo o de Brasília (45º Oeste de Greenwich), com três horas a menos que o meridiano de Greenwich, envolvendo os Estados do Sul, Sudeste, Goiás no Centro-Oeste e Pará, Amapá e Tocantins no Norte. Os outros Estados da Região Norte (maior parte do Amazonas, Roraima e Rondônia), assim como o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, situados no Centro-Oeste, fazem parte do fuso que possui quatro horas a menos que Greenwich e uma hora a menos que Brasília. O Estado do Acre e parte sudoeste do Amazonas fazem parte do fuso 75º oeste, 5h a menos que Greenwich e 2h a menos que o fuso oficial de Brasília (vide mapa que segue).

(Video) REGIONALIZAÇÃO DO BRASIL: RESUMO DE GEOGRAFIA PARA O ENCCEJA | DESCOMPLICA

A matéria Fuso Horário foi abordada com mais detalhes em outra página do nosso site – para ler, clique aqui.

Entre outubro e fevereiro há a aplicação do horário de verão no país por decreto lei. Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, além doDistrito Federal adiantam seus relógios em uma hora. Em resumo, todos os Estados das regiões Norte e Nordeste não possuem horário de verão e todos os Estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul possuem.

Divisões Regionais

Depois de algumas divisões (a primeira em 1913 seguida por outras – veja aqui), atualmente, continua em vigor a que foi proposta em 1970, ou seja, a divisão em 5 macro regiões (veja mapa que segue) considerada como regionalização do IBGE ou regionalização oficial do Brasil. Apenas algumas alterações foram feitas. Em 1975, o estado da Guanabara foi transformado em município do Rio de Janeiro. Em 1977, o Mato Grosso foi dividido, dando origem ao estado do Mato Grosso do Sul. A Constituição Federal de 1988 dividiu o estado de Goiás e criou o estado de Tocantins, que foi incluso na Região Norte. Com o fim dos territórios federais, Rondônia, Roraima e Amapá tornaram-se estados e Fernando de Noronha foi anexado ao estado de Pernambuco. Importante lembrar que o Acre adquiriu a condição de Estado no ano de 1962, quando atingiu a meta de arrecadação fiscal prevista na Constituição de 1946.

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Nas palavras do próprio IBGE, aDivisão Regional do Brasil consiste no agrupamento de Estados e Municípios emregiões com a finalidade de atualizar o conhecimento regional do País eviabilizar a definição de uma base territorial para fins de levantamento edivulgação de dados estatísticos. Ademais, visa contribuir com uma perspectivapara a compreensão da organização do território nacional e assistir o governofederal, bem como Estados e Municípios, na implantação e gestão de políticaspúblicas e investimentos.

Em consequência dastransformações ocorridas no espaço geográfico brasileiro, nas décadas de 1950 e1960, uma nova divisão em Macrorregiões foi elaborada em 1970, introduzindoconceitos e métodos reveladores da importância crescente da articulaçãoeconômica e da estrutura urbana na compreensão do processo de organização doespaço brasileiro, do que resultaram as seguintes denominações: Região Norte,Região Nordeste, Região Sudeste, Região Sul e Região Centro-Oeste, quepermanecem em vigor até o momento atual.

A divisão regional constitui uma tarefa de caráter científico e, desse modo, está sujeita às mudanças ocorridas no campo teórico-metodológico da Geografia, que afetam o próprio conceito de região. Assim, as revisões periódicas dos diversos modelos de divisão regional adotados pelo IBGE foram estabelecidas com base em diferentes abordagens conceituais, visando traduzir, ainda que de maneira sintética, a diversidade natural, cultural, econômica, social e política coexistente no Território Nacional.

Há também uma outra forma de regionalização, chamada de não-oficial, criada pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger em 1967, na qual, o Brasil é dividido em três complexos geoeconômicos (veja mapa que segue) intitulados de Amazônia, Nordeste e Centro-Sul. Essas regiões não se baseiam em fronteiras,mas nos aspectos histórico-econômicos.

Brasil: dimensões, situação geográfica, regionalização e sistema político (8)

Na época da formulação da proposta, o Centro-Sul despontava como núcleo dinâmico da economia brasileira, tanto na agricultura como na indústria e nos serviços urbanos. O complexo regional nordestino destacava-se por ter sido uma região de ciclos econômicos históricos do Brasil colonial, mas esquecida pelo poder central na contemporaneidade e por isso se encaixar na chamada região das perdas, marcada pela disseminação da pobreza sertaneja e pelas correntes migratórias que deixavam a região (perda dos principais ciclos econômicos, perda política com a mudança da capital – de Salvador para o RJ – em 1763 e perda demográfica com a migração, principalmente para o Sudeste). A Amazônia, por sua vez, era uma região fracamente povoada que apenas começava a ser incorporada ao conjunto da economia nacional.

Os geógrafos Milton Santos e María Laura Silveira também propuseram uma divisão do Brasil em 2001, intitulada Quatro Brasis (vide mapa abaixo).

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(Video) A divisão regional brasileira​ - Geografia - Ensino Médio


A divisão dos Quatro Brasis leva em consideração os aspectos geoeconômicos e a articulação do país em seu meio geográfico de uma nação situada na periferia do capitalismo internacional, mediante os fluxos materiais e imateriais que envolvem a infraestrutura das redes de informação, das mercadorias, das pessoas e a associação com a acumulação capitalista.

A Região Concentrada se destaca por possuir uma maior densidade de fluxos do meio técnico-científico e informacional (meio geográfico da globalização contemporânea), devido à maior concentração urbana em indústrias, comércio, serviços e logística em portos, aeroportos e rodovias, assim como uma mecanização agrícola que concentra a maior produção de uma série de produtos na pauta de exportação do país. O Nordeste foi dividido devido ao critério das marcas do passado (rugosidades) em seu espaço, que tiveram os primeiros ciclos econômicos do país, mas como foi uma região que ficou sem investimentos ficou prejudicada em seu desenvolvimento. O Centro-Oeste é uma região que possui mecanização e produção agropecuária favoráveis, mas depende do comando e da articulação da Região Concentrada. E a Amazônia foi a última região a ser incorporada à articulação do meio técnico ao país, por isso, apesar dos investimentos industriais como na Zona Franca de Manaus, não há a velocidade existente nos outros três Brasis, principalmente quando pegamos o exemplo da Região Concentrada.

O Sistema Político de Governo

Adaptado de TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009, p. 91.

O Estado é uma forma de organização política. Compõe-se de um conjunto de normas e nelas estão instituídas­ que, por meio de funcionários, há o controle do território que nele está intrínseca tal autoridade. Território se define como uma parcela do espaço construído e apropriado por uma formação social e geralmente dominado administrado por um Estado, que nele tem poder. Território, na geografia, é um espaço acometido e delimitado por e a partir de relações de poder.

O Brasil atualmente é uma República federati­va presidencialista. A República, proclamada no Brasil em 1889, é uma forma de governo na qual representantes eleitos pelo povo governam por tempo determinado. O presidencialismo é um regime político chefiado por um presidente da república. O termo federativa indica que os estados ou províncias estão unidos numa federação ou governo central, mantêm relativa autonomia. O presidente da República é eleito por voto direto para um período quatro anos, podendo ser reeleito para mais quatro anos.

O termo ‘relativa autonomia’ defende o que a maioria dos autores concorda. Para o filósofo e professor de ética da Unicamp, Roberto Romano, “oBrasil é uma falsa federação. Os Estados têm muito pouca autonomia. Enquanto o Brasil não deixar de ser um Império, necessariamente haverá fisiologismo no Congresso. Ninguém é reeleito sem levar recursos para sua região, e a forma como o parlamentar faz isso muitas vezes é contestável. É preciso lutar por uma federalização de fato, em que os Estados tenham mais autonomia e leis próprias, além de definições sobre percentuais da distribuição de recursos. Essa superconcentração de recursos estimula a corrupção, porque há intermediários demais.”

O poder no Estado brasileiro está estruturado em orgãos que atuam sempre dentro das leis e da Constituição: o Poder Executivo (administra e realiza políticas de Estado); o Poder Legislativo (elabora a leis e é constituído pelo Senado e pela Câmara dos deputados); e o Poder Judiciário (julga e soluciona conflitos e é exercido pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça).

A Constituição Federal é um conjunto de normas que rege um país, determinando direitos e garantias, limitando o poder e organizando o Estado. A Constituição Federal em vigor no Brasil data de 1988. Ela determina a autonomia dos estados e municípios brasileiros que são também regidos por constituições próprias, desde que não-conflitantes com os princípios da Constituição Federal e esta­dual, respectivamente.

O brasileiro vive hoje em uma democracia, regime político que se caracteriza pela garantia do direito de voto e da soberania popular e pela divisão dos poderes de execução e de decisão das políticas governamentais. Mas o país já passou por momentos de autoritarismo (supressão da democracia), como durante o Estado Novo (1937-1945) e o regime militar (1964-1985). Além disso, houve também o chamado voto censitário, em que pessoas com baixa renda não tinham direito ao voto. As mulheres só adquiriram o direito de votar em 1932, e os analfabetos, em 1985. Observe e analise o gráfico da figura que segue.

Brasil: dimensões, situação geográfica, regionalização e sistema político (10)

No final do século XX cresceu o número de orga­nizações não-governamentais (ONGs), de conselhos estaduais e municipais, de orçamentos participa­tivos (participação dos cidadãos no planejamento da aplicação das verbas, nas prioridades e no seu controle), constituindo importantes formas de intera­ção entre o governo e a sociedade e da participação popular na vida política do país.

Apesar de o Brasil ser uma democracia, ainda existem empecilhos à efetiva participação de todos na vida política e à abertura de canais participativos. Muitos fatores podem dificultar o pleno exercício da cidadania. Entre eles, destacam-se as desigualdades econômicas, a falta de representação parlamentar de algumas minorias, a dificuldade de acesso da população mais pobre aos meios de comunicação, a exclusão de parte da população dos canais de par­ticipação e movimentos promovidos pela sociedade civil, entre outros.

(Video) Geografia - Regionalização do Brasil

Projetos Separatistas

Em dezembro de 2007, havia no Congresso brasileiro propostas para criação de sete estados e cinco territórios federais (veja mapa que segue). Considerando que o fatiamento implica a construção de novos prédios públicos, novas Assembleias Legislativas, Tribunais de Justiça, milhares de funcionários públicos e […] mais cadeiras no Congresso, não é difícil contabilizar os gastos. Para se ter uma ideia do volume de recursos despendido, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional, a União gastou R$ 1,1 bilhão somente com a redivisão territorial quedeu origem ao Estado do Tocantins, desmembrado de Goiás, em 1988, após a Constituinte.

Brasil: dimensões, situação geográfica, regionalização e sistema político (11)

Em maio de 2011, a Câmara aprovou plebiscitos para criação dos Estados do Tapajós e Carajás, conforme matéria do Uol – clique aqui para ler matéria na íntegra -, maso resultado indicou que 66,59% escolheram “não” para a criação do estado de Carajás e 66,08% rejeitaram a criação do estado de Tapajós (veja matéria do G1 aqui).

No caso de Mato Grosso do Sul, desmembrado do Estado do Mato Grosso, em 1979, os cofres da União tiveram de bancar outros R$ 800 milhões. Dentre as propostas atuais de redivisão territorial, uma das poucas que contêm estimativa de custo é a que trata da criação do Estado do Maranhão do Sul. Se aprovada, a nova unidade terá, por exemplo, 22 deputados estaduais, oito federais, três senadores e na nova unidade da Fede­ração seriam aplicados, pelo governo federal, cerca de R$ 500 milhões em despesas de instalação. […]” Jornal Hoje em Dia. Belo Horizonte, 4 abr. 2005 apud TERRA, ARAUJO, GUIMARÃES, 2009, p. 90.

Conheça, em um vídeo institucional de 9 min., o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, órgão responsável pela coleta e sistematização oficial de dados mapas, coordenadas, números, tabelas e gráficos do território brasileiro.

Referências

GARCIA, Helio Carlos; GARAVELLO, Tito Marcio. Geografia do Brasil: dinâmica e contrastes. São Paulo: Scipione, 1992.

TERRA, Lygia; ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: estudos de geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009.

IBGE disponível em
https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/divisao-regional/15778-divisoes-regionais-do-brasil.html?=&t=o-que-e

As demais referências estão citadas no corpo do texto.

FAQs

Quais são as principais características geográficas do Brasil? ›

O território brasileiro é o quinto maior do mundo. Cada região apresenta uma imensa variedade climática e de biodiversidade. Além disso, possui as maiores bacias hidrográficas do globo terrestre. Banhado pelo oceano Atlântico, o país encontra-se dividido em cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro- Oeste, Sudeste e Sul.

Como podemos descrever o Brasil? ›

Brasil, oficialmente República Federativa do Brasil, é um país localizado no continente americano, especificamente na América do Sul. A leste, o país é banhado pelo oceano Atlântico; a oeste, faz fronteiras com países, como Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela.

O que e a Geografia do Brasil? ›

A Geografia do Brasil compreende aspectos como área, clima, hidrografia, relevo, vegetação, entre outros. Localizado na América do Sul, sua extensão é de mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados de extensão (8.515.759,090 km2) o que faz dele o quinto maior país do mundo. Também é um dos países mais populosos.

Por que o Brasil e considerado um país de dimensões continentais e com quais países ele faz? ›

A sua grande extensão territorial proporciona ao país fronteira com quase todos os países sul-americanos, apenas Chile e Equador não fazem fronteira com o Brasil. Por esses aspectos, o Brasil é considerado um país com dimensões continentais.

Quantas regiões é dividido o Brasil? ›

Então, para melhor compreender, estudar e administrar este nosso imenso país, o território foi dividido em cinco Grandes Regiões: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Brasil é uma República Federativa organizada política e administrativamente em estados, municípios e distritos.

Como é dividido o nosso país? ›

O Brasil é dividido em cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Nelas estão agrupados os 27 estados da federação.

Como o Brasil é conhecido no mundo? ›

O Brasil continua sendo visto no mundo como o país do futebol e do carnaval, segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e pelo Instituto Sensus em 22 países de todos os continentes.

Qual é o país que mais gosta do Brasil? ›

Qual é o país que mais gosta do Brasil?
  • Estados Unidos da América: 1.775.000;
  • Portugal: 276.00;
  • Paraguai: 240.000;
  • Reino Unido: 220.000;
  • Japão: 211.138;
  • Itália: 161.000;
  • Espanha: 156.439;
  • Alemanha: 144.120;
May 30, 2022

Como o resto do mundo vê o Brasil? ›

O Brasil é visto pelos estrangeiros como um país de diversidade, alegre, com reunião de pessoas, de festa, por causa do futebol e do Carnaval e onde as pessoas vivem bem.

Quais são os países que não gostam do Brasil? ›

Qual é o país que mais odeia o Brasil?
  • Estados Unidos da América: 1.775.000;
  • Portugal: 276.00;
  • Paraguai: 240.000;
  • Reino Unido: 220.000;
  • Japão: 211.138;
  • Itália: 161.000;
  • Espanha: 156.439;
  • Alemanha: 144.120;
Jun 14, 2022

Qual é o melhor país para um brasileiro morar? ›

5 melhores países para morar [atualizado 2021]
  1. Irlanda. A Irlanda é um dos países para morar preferido de muitos jovens brasileiros, um dos motivos é a sua facilidade para imigrar. ...
  2. Espanha. ...
  3. Austrália. ...
  4. Estados Unidos. ...
  5. Uruguai.

Por que o Brasil e tão ruim? ›

Os recursos naturais, abundantes, estão sendo desperdiçados. 4- Brasileiros toleram tranquilamente corrupção nos negócios e no governo. E a população continua reelegendo as mesmas pessoas. 5- Brasileiras são excessivamente obcecadas com seus corpos e muito competitivas uma com as outras.

Como o Brasil e visto hoje? ›

O Brasil é, hoje, a 12ª maior economia do mundo. O setor de serviços responde pela maior parcela do PIB. São importantes também a agropecuária, especialmente nas exportações, a indústria extrativa e petroquímica, de base e automobilística.

Por que o Brasil e famoso? ›

Não é só porque ocupamos uma boa porção de terra por estas bandas da América do Sul. Temos o 5º maior território do mundo, a 6ª economia e ocupamos o 5º lugar na população mundial. Mas não é só isso. Basta pronunciar Brasil e boa parte do mundo se lembra imediatamente de festas, carnaval, praias lindas e biquínis.

Quais são as principais características do espaço geográfico? ›

O espaço geográfico é aquele que foi modificado pelo homem ao longo da história. Que contém um passado histórico e foi transformado pela organização social, técnica e econômica daqueles que habitaram ou habitam os diferentes lugares (“o espaço geográfico é o palco das realizações humanas”).

Quais são as principais características do território? ›

O território é usualmente definido como uma área do espaço delimitada por fronteiras a partir de uma relação de posse ou propriedade, seja essa animal ou humana. Essa última apresenta versões políticas, culturais, econômicas, regionais, entre outras.

Quais são os aspectos geográficos? ›

Aspectos geográficos são os elementos importantes de um determinado local ou país que são abordados pela geografia. No Brasil, por exemplo, mencionar os aspectos geográficos é descrever o clima, relevo, vegetação, etc.

O que e a geografia política? ›

A Geografia Política deveria ser compreendida como um conjunto sistemático de estudos restritos às relações entre o território e o Estado (posição, situação, características das fronteiras, etc.), enquanto que à Geopolítica caberia a formulação de teorias e estratégias políticas voltadas à obtenção de poder sobre ...

O que e a formação territorial do Brasil? ›

A formação territorial do Brasil remonta ao século XV, durante a Era dos Descobrimentos. Para evitar conflitos entre as monarquias ibéricas, Espanha e Portugal assinaram o Tratado de Tordesilhas em 1494. Esse acordo estabelecia os limites das terras a serem ocupadas na América.

Qual e a importância da Geografia? ›

A Geografia tem como objetivo principal entender a dinâmica do espaço para auxiliar no planejamento das ações do homem sobre ele. Entender as formas de relevo, os fenômenos climáticos, as composições sociais, os hábitos humanos nos diferentes lugares são imprescindíveis para a manutenção da vida em sociedade.

Esse site é mantido gratuitamente, mas se você aprecia a qualidade do conteúdo pode contribuir com qualquer valor pelo pix marcos.bau@gmail.com Por Marcos Bau Brandão Este artigo atende aos fins de…

O Brasil é um país de grandes dimensões.. Conforme artigos da CNUDM, “ A zona econômica exclusiva é uma zona situada além do mar territorial e a este adjacente …” (CNUDM, art.. Atualizando esses dados para o momento atual, em outubro de 2021, de acordo com a FGV Social, quase 28 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil.. São Paulo: Moderna, 2009, p. 86 (clique na imagem para visualizá-la em outra aba/janela).. Os outros Estados da Região Norte (maior parte do Amazonas, Roraima e Rondônia), assim como o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, situados no Centro-Oeste, fazem parte do fuso que possui quatro horas a menos que Greenwich e uma hora a menos que Brasília.. Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, além do Distrito Federal adiantam seus relógios em uma hora.. Em resumo, todos os Estados das regiões Norte e Nordeste não possuem horário de verão e todos os Estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul possuem.. Depois de algumas divisões (a primeira em 1913 seguida por outras – veja aqui ), atualmente, continua em vigor a que foi proposta em 1970, ou seja, a divisão em 5 macro regiões (veja mapa que segue) considerada como regionalização do IBGE ou regionalização oficial do Brasil.. A Constituição Federal de 1988 dividiu o estado de Goiás e criou o estado de Tocantins, que foi incluso na Região Norte.. Em consequência das. transformações ocorridas no espaço geográfico brasileiro, nas décadas de 1950 e. 1960, uma nova divisão em Macrorregiões foi elaborada em 1970, introduzindo. conceitos e métodos reveladores da importância crescente da articulação. econômica e da estrutura urbana na compreensão do processo de organização do. espaço brasileiro, do que resultaram as seguintes denominações: Região Norte,. Região Nordeste, Região Sudeste, Região Sul e Região Centro-Oeste, que. permanecem em vigor até o momento atual.. O Estado é uma forma de organização política.. Território, na geografia, é um espaço acometido e delimitado por e a partir de relações de poder.. O presidencialismo é um regime político chefiado por um presidente da república.. Os Estados têm muito pouca autonomia.. O brasileiro vive hoje em uma democracia, regime político que se caracteriza pela garantia do direito de voto e da soberania popular e pela divisão dos poderes de execução e de decisão das políticas governamentais.

Esse site é mantido gratuitamente, mas se você aprecia a qualidade do conteúdo pode contribuir com qualquer valor pelo pix marcos.bau@gmail.com Por Marcos Bau Brandão Este artigo atende aos fins de…

Conforme artigos da CNUDM, “ A zona econômica exclusiva é uma zona situada além do mar territorial e a este adjacente …” (CNUDM, art.. Atualizando esses dados para o momento atual, em outubro de 2021, de acordo com a FGV Social, quase 28 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil.. São Paulo: Moderna, 2009, p. 86 (clique na imagem para visualizá-la em outra aba/janela).. Os outros Estados da Região Norte (maior parte do Amazonas, Roraima e Rondônia), assim como o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, situados no Centro-Oeste, fazem parte do fuso que possui quatro horas a menos que Greenwich e uma hora a menos que Brasília.. Os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, além do Distrito Federal adiantam seus relógios em uma hora.. Em resumo, todos os Estados das regiões Norte e Nordeste não possuem horário de verão e todos os Estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul possuem.. A Constituição Federal de 1988 dividiu o estado de Goiás e criou o estado de Tocantins, que foi incluso na Região Norte.. Em consequência das. transformações ocorridas no espaço geográfico brasileiro, nas décadas de 1950 e. 1960, uma nova divisão em Macrorregiões foi elaborada em 1970, introduzindo. conceitos e métodos reveladores da importância crescente da articulação. econômica e da estrutura urbana na compreensão do processo de organização do. espaço brasileiro, do que resultaram as seguintes denominações: Região Norte,. Região Nordeste, Região Sudeste, Região Sul e Região Centro-Oeste, que. permanecem em vigor até o momento atual.. O Estado é uma forma de organização política.. Território, na geografia, é um espaço acometido e delimitado por e a partir de relações de poder.. O presidencialismo é um regime político chefiado por um presidente da república.. Os Estados têm muito pouca autonomia.. O brasileiro vive hoje em uma democracia, regime político que se caracteriza pela garantia do direito de voto e da soberania popular e pela divisão dos poderes de execução e de decisão das políticas governamentais.

O objetivo do trabalho foi apresentar uma proposta de diferenciação das Regiões de Saúde no...

Regionalização; Avaliação em Saúde; Desenvolvimento Humano. This article aimed to present a proposal for characterizing health regions in. Brazil based on human development, contributing to the identification of. comparable geographic areas for observation, analysis, and monitoring of. performance in regionalized health systems.. Regional Health Planning; Health Evaluation; Human Development. No Brasil,. a estruturação em uma rede regionalizada e hierarquizada de atenção à saúde é a. principal característica que norteia a organização do Sistema Único de Saúde (SUS),. desde a promulgação da Constituição Federal 1 1 Brasil.. Regulamenta a Lei no. 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema. Único de Saúde – SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a. articulação interfederativa, e dá outras providências.. Regiões de Saúde.. Embora inscrita na Constituição Federal e nas Leis Orgânicas. da Saúde , a regionalização assumiu o primeiro plano da Política. Nacional de Saúde a partir da vigência da Norma Operacional de Assistência à. Saúde (NOAS) 15 15 Departamento de Descentralização da Gestão da Assistência,. Secretaria de Assistência à Saúde, Ministério da Saúde.. Um elemento fundamental da regionalização inscrita no pacto foi. a criação dos Colegiados de Gestão Regional (CGR), concebidos “ como. instâncias deliberativas semelhantes às CIB, diferenciando-se pela abrangência. restrita às regiões e pela obrigatoriedade da participação de todos os gestores. municipais envolvidos nas regiões ” 6 6 Dourado DA, Elias PEM.. Regulamenta a Lei no. 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema. Único de Saúde – SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a. articulação interfederativa, e dá outras providências.. Regulamenta a Lei no. 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema. Único de Saúde – SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a. articulação interfederativa, e dá outras providências.. Para encontrar os Grupos Homogêneos de Municípios, foram utilizados três índices,. construídos pela ponderação de indicadores simples por meio do método Análise de. Componentes Principais (ACP): o Índice de Desenvolvimento Econômico (IDSE), o Índice. de Condições de Saúde (ICS) e o Índice de Estrutura do Sistema de Saúde do Município. (IESSM).. Na construção da tipologia das Regiões de Saúde, os componentes do Índice de. Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) foram utilizados como proxy de determinantes sociais da saúde e o modelo de análise de agrupamento denominado. K-Médias foi utilizado para a definição de grupos de regiões homogêneas.. Regiões de Saúde.. Tendo em vista o dinamismo da regionalização e o desafio representado pela seleção de. variáveis e modelos de definição de tipologias, são desdobramentos desejáveis, de um. lado, uma análise espacial comparativa com tipologias resultantes das diferentes. metodologias passíveis de aplicação às Regiões de Saúde brasileiras e, de outro,. avaliações sobre o desempenho de sistemas de saúde nos grupos com características. socioeconômicas homogêneas.. Regiões de Saúde.

Por Marcos Bau Brandão – texto atualizado em agosto de 2015 Devido ao passado histórico comum dos territórios colonizados pela América espanhola, Simón Bolívar* divulgou, em 1815, a Carta da …

Esse foi um dos principais aspectos de enfraquecimento do projeto bolivariano e sua dissolução contribuiu para o aparecimento de uma identidade latino-americana, pela via da influência francesa (através de Napoleão III), que tinha o interesse de estabelecer uma fronteira entre a América Anglo-Saxônica dos EUA e Canadá e uma América Latina dos demais países voltados para o Sul.. Nesse campo de integração comercial, o Tratado de Montevidéu faz surgir a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc), em 1960, com os países membros: Argentina, Brasil, Chile, México, Peru, Paraguai e Uruguai.. Mapa dos blocos de integração da América Latina.. O presidente Bush anunciou, em 1990, meta de chegar a uma zona de livre comércio entre as Américas do Norte, Central e do Sul e ao mesmo tempo anunciou o Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, com EUA e Canadá) que teve a inclusão do México em 1992.. A aproximação dos EUA com a América – através do Nafta – tornou o México e o Canadá mais dependentes, pois o comércio entre os membros aumentou – reduzindo fluxos principalmente da União Europeia -, porém, mais de 80% do PIB intra bloco é movimentado pelos norte-americanos.. O Paraguai não participou da adesão venezuelana)**** enfraquecendo cada vez mais o projeto norte-americano da ALCA, que além da estratégia geopolítica de ‘tutelar’ toda a América, tinha no Brasil a visualização da vastidão desse mercado para instalação de mais transnacionais.. Em 2012 foi assinada a Aliança do Pacífico, como uma área de livre comércio e integração econômica que abarca cerca de 35% do PIB latino-americano, na qual fazem parte os países Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Peru.

A descentralização e a regionalização representam diretrizes constitucionais de organização do...

O debate que culminou na publicação das diretrizes do Pacto pela Saúde em 2006 foi desencadeado a partir de 2003 com a entrada de novos dirigentes no Ministério da Saúde, que identificaram a necessidade de mudanças nas formas de relacionamento estabelecidas entre as esferas de governo na política de saúde.. Dentre os desafios mais relevantes, destacavam-se: a necessidade de adoção de critérios de repartição mais justa entre as unidades federadas e de formulação de modalidades inovadoras para as transferências dos recursos financeiros; a formulação de metas e objetivos sanitários para a regulação e avaliação das ações de saúde oferecidas pelo SUS; a formulação de estratégias para a organização da gestão regional do sistema; e a definição de uma proposta de organização das redes de atenção, tendo a atenção primária como ordenadora.. Mantidos o poder regulatório e de indução de políticas nacionais por meio das transferências federais, os distintos ritmos e graus de implantação do Pacto pela Saúde refletem, em última instância, o modo de condução da política de saúde em âmbito estadual, bem como a diversidade de amadurecimento das relações federativas em cada um dos estados brasileiros.. Também se identificaram aspectos de ordem político-institucional, entre os quais se destacaram: o legado de implantação de políticas prévias que enfatizam a descentralização e a regionalização; o aprendizado institucional acumulado pelas instâncias colegiadas do SUS (entre elas a Comissão Intergestores Bipartites e os Conselhos de Representação dos Secretários Municipais de Saúde) e pelos governos estaduais e municipais nos diversos campos e funções gestoras da saúde (principalmente no que se refere às funções de planejamento e regulação); a existência de uma cultura de negociação intergovernamental; a qualificação técnica e política da burocracia governamental, e; os modos mais ou menos democráticos de operação e condução das políticas de saúde nos estados.. Além disso, também atuaram como elementos decisivos na implantação do Pacto pela Saúde, a experiência acumulada no planejamento governamental, as formas de organização e a cultura de negociação intergovernamental adquiridas pelas secretarias estaduais e municipais de saúde e instâncias colegiadas no estado, a experiência com estratégias de formalização de parcerias (por exemplo, consórcios de saúde e contratos de gestão).. A presença de atores públicos com legitimidade e poder político necessários para a superação de conflitos - comuns em momentos de renovação de práticas gestoras - quando associados, no âmbito institucional, à existência de equipes técnicas qualificadas, foi decisiva em alguns casos para a adoção de novas experiências de planejamento e gestão em saúde (como sugere a experiência de Sergipe).. Em síntese, a implementação do Pacto pela Saúde se associou, em cada estado, aos processos de descentralização e regionalização anteriores, ao desenvolvimento das capacidades de negociação loco-regionais e ao grau de articulação existente entre os representantes do Conselho de Representação das Secretarias Municipais de Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, no sentido de gerar consensos sobre a divisão de responsabilidades gestoras e os desenhos regionais adotados em cada estado.

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Em outras palavras, possivelmente teremos um sistema político global, um número pequeno de sistemas políticos supra-regionais, um número médio de sistemas políticos nacionais e um número maior de sistemas políticos locais.. Na União Europeia, por exemplo, mesmo o seu nível de institucionalização sendo bastante avançado conta com um Conselho Europeu, um Conselho de Ministros, uma Comissão Europeia, um Parlamento Europeu, um Tribunal de Justiça, um Tribunal de Contas e um Comitê Econômico e Social, além da instituição de uma cidadania europeia, entre outras instituições, na atualidade, enfrenta o problema de aprofundar o nível de integração política de acordo com o nível de integração econômica, de União Econômica.. No percurso para resolver este problema, primeiro, está a resistência dos governos nacionais para ceder mais soberania e dos Estados nacionais para se subordinar a um dinâmica supra-regional; segundo, se apresenta a separação entre um sistema político regional supranacional, baseado no princípio federativo de subsidiariedade, e uma comunidade política intergovernamental do tipo confederativo, intergovernamental e cooperativa; terceiro, também está colocado o desafio democrático de legitimidade e legalidade de todas as instituições e de participação dos cidadãos (Duverger, 1994).. É complexa porque se constitui de quatro níveis espaciais, e cada nível espacial se organiza de maneira específica : no nível global, um regime político global; no nível supra-regional, “x” sistemas políticos supra-regionais; no nível nacional, “y” sistemas políticos pós-nacionais e, no nível local, “z” sistemas políticos locais.. É um sistema típico das Repúblicas. O Presidente da República exerce o Poder Executivo em toda a sua inteireza, acumula as funções de Chefe do Estado, Chefe do Governo e Chefe da Administração Pública, cumpre um mandato por tempo fixo, não depende da confiança do órgão do Poder Legislativo nem para a sua investidura, nem para o exercício do governo. O órgão do Poder Legislativo (Congresso, Assembleia, Câmara) não é Parlamento, seus membros são eleitos por período fixo de mandato não está sujeito à dissolução. As relações entre ambos são mais rígidas, prevalecendo o princípio da divisão de poderes independentes e autônomos, embora possam ser harmônicos. Os Ministros de Estado são simples auxiliares do Presidente da República que os nomeia e exonera ao seu livre arbítrio (salvo injunções políticas); agem, cada qual, como chefe de um grande departamento administrativo, o seu Ministério, exercendo suas funções, cada qual por si, isoladamente, o Ministério (conjunto dos Ministros) não tem organicidade, despachando cada Ministro com o Presidente da República sobre seus problemas, sem levar em conta as conexões com os outros. Eventual plano de governo, mesmo quando aprovado por lei, depende exclusivamente da coordenação do Presidente da República que o executará ou não, bem ou mal, sem dar satisfação jurídica a outro poder (a não ser em prestações de contas financeiras e orçamentárias anuais, a posteriori), e se o executa mal, ou mesmo não o executa, continuará Presidente da República e os Ministros continuarão Ministros enquanto de sua confiança.. É típico das monarquias constitucionais, de onde se estendeu às Repúblicas europeias. O Poder Executivo se divide em duas partes um Chefe de Estado, exercido pelo Monarca ou pelo Presidente da República, e um Primeiro- Ministro ou Presidente do Conselho como Chefe do Governo que é exercido pelo Conselho de Ministros; O governo é assim um corpo coletivo orgânico, de sorte que as medidas governamentais implicam a atividade de todos os Ministros e seus Ministérios. O Primeiro- Ministro é indicado (ou mesmo nomeado) pelo Presidente da República, os demais Ministros são indicados ou nomeados pelo Primeiro Ministro, ou indicado por este e nomeado pelo Presidente da República, mas sua investidura definitiva, como a sua permanência posterior, nos cargos depende da confiança da Câmara dos Deputados (às vezes, também do Senado). A aprovação do Primeiro- Ministro e de seu Conselho de Ministros pela Câmara se faz pela aprovação de um plano de governo por eles apresentado, vale dizer que a Câmara assume responsabilidade de governo, aprovando o plano de governo, empenhando-se assim politicamente perante o povo O Poder Legislativo assume no parlamentarismo funções político- governamentais mais amplas, e se transforma em Parlamento, na medida em que compreende também os membros do governo : Primeiro- Ministro e Conselho de Ministros, sejam ou não parlamentares. O governo é responsável perante o Parlamento (Câmara dos Deputados), o que significa que o governo depende de seu apoio e confiança para governar. O Parlamento é responsável perante os eleitores, de sorte que a responsabilidade política se realiza do governo para com o Parlamento e deste para com o povo; Significa dizer que, se o Parlamento retirar a confiança no governo, ele cai, exonera-se porque não tem mandato, nem investidura a tempo certo, mas investidura de confiança, perdida esta, que pode decorrer de um voto de censura ou moção de desconfiança, exonera-se para dar lugar à constituição de outro governo. Mas, em vez da exoneração dos membros do governo que perdeu a confiança do Parlamento, pode-se preferir apurar a confiança do povo e, então, se utiliza o mecanismo da dissolução da Câmara, convocando-se eleições extraordinárias para a formação de outro Parlamento em torno do tema ou da questão de governo que gerou a crise, crise esta que se resolve politicamente sem trauma, porque a flexibilidade do sistema possibilita mecânica adequada à solução de tensões políticas.

O artigo apresenta os resultados de uma pesquisa sobre a política federal de saúde para a...

A delimitação do objeto de pesquisa – a política federal de saúde para a Amazônia Legal de 2003 a 2005 – e as questões inicialmente levantadas exigiram uma combinação de métodos de investigação, visando à avaliação do processo de construção da referida política e de seus desdobramentos no período estudado.. • Levantamento e análise documental, abrangendo: documentos do Governo Federal e do Ministério da Saúde, com destaque para os planos de governo globais e específicos para a Amazônia; portarias do Ministério da Saúde; documentos e atas das reuniões de instâncias colegiadas do SUS (Comissão Intergestores Tripartite), do Ministério (Colegiado da Secretaria Executiva, Fórum de Descentralização), e das instâncias criadas em função da política de saúde para a Amazônia (Grupo de Trabalho da Amazônia Legal, Núcleo de Acompanhamento, Integração e Desenvolvimento para a Amazônia Legal);. • Entrevistas com atores envolvidos com a política de saúde para a Amazônia: dirigentes e técnicos das várias áreas do Ministério da Saúde; dirigentes de outros Ministérios do Governo Federal (Meio Ambiente, Integração Nacional, Cidades, Defesa e Casa Civil); secretários estaduais de saúde da Amazônia; gestores locais (secretários municipais de saúde, de planejamento, prefeitos) em 15 municípios selecionados; representantes de instituições de pesquisa da região.. A caracterização das situações geográficas, neste estudo, resultou de revisão teórica, de análise de documentos do Governo Federal 26,27,28 e de informações sociais, econômico-financeiras e de saúde para os 761 municípios da Amazônia Legal, obtidas das bases de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Departamento de Informática do SUS (DATASUS).. Na realidade, a análise dos tipos de ações propostas pelas diversas áreas para compor o "plano" mostrou o predomínio de três tipos de estratégias: (a) algumas políticas nacionais com discriminação positiva para a Amazônia Legal (estratégia especial de lançamento de editais de pesquisa, mudança no incentivo financeiro do Programa Saúde da Família – PSF, financiamento diferenciado das ações de controle de doenças epidêmicas e endêmicas); (b) políticas nacionais gerais, mas com grande potencial de repercussão na Amazônia (mudança no financiamento de hospitais de pequeno porte, saúde indígena, estratégia para a região de fronteiras); políticas nacionais gerais com orientação para priorização para a Amazônia (estratégia de apoio técnico aos Estados, capacitação e fixação de profissionais).. Muitos são os desafios a serem enfrentados no desenvolvimento de uma política regional de saúde para a Amazônia Legal: alto crescimento demográfico; expansão de pequenos e médios municípios; pouco desenvolvimento institucional no processo de descentralização na área social (limitada autonomia e baixa qualidade da gestão); limitado impacto das mudanças no financiamento federal da saúde na região; o caráter dos investimentos federais, geradores mais de governabilidade do que de eqüidade 24 ; e a persistente dificuldade de fixação de recursos humanos.

Veja também texto relacionado: A Questão dos Dutos na Ásia Central e Afeganistão e Terceiro Mundo e Terceiro Mundismo A Inglaterra foi o país que mais regiões na Ásia e África colonizou. Podemos di…

A Inglaterra foi o país que mais regiões na Ásia e África colonizou.. No século XVIII, holandeses, franceses e ingleses lutaram pela região e a dominação inglesa começou a definir-se em 1757, com a vitória de Robert Clive, representante da Companhia Inglesa das Índias Orientais, sobre os holandeses e, em 1763, sobre os franceses*, quando o Tratado de Paris assegurou a supremacia inglesa na região (veja mapa que segue com os territórios coloniais da Inglaterra na Índia).. Em 1929 o Partido do Congresso proclamou a independência completa como meta única e em março de 1930, Gandhi em nova campanha contra a Inglaterra liderou o “protesto do sal”, que teve como resultado a prisão de mais de sessenta mil pessoas.. Filme britânico e indiano de 1982, ganhador de 8 oscars e que mostra o grande marco de lutas pela liberdade indiana pela propagação da política de não-violência liderada por Mahatma Gandhi.. Neste contexto é que encontramos o problema que envolve a Caxemira (vide mapa anterior), região ao norte da Índia, que faz fronteira com o Paquistão, região na qual os líderes políticos aderiram à Índia, porém, onde a maioria da população de 10 milhões de habitantes é muçulmana.. O detalhe é que o território caxemiro é de maioria muçulmana com comando hindu e o conflito de 1947 só cessou quando o Conselho de Segurança da ONU em abril de 1948 exigiu a retirada das forças paquistanesas da região e determinou a realização de um plebiscito que nunca existiu.. A década de 80 foi marcada pelo crescimento do fundamentalismo muçulmano, fortalecendo o movimento separatista da Caxemira, tanto por parte de grupos que surgiram na região, como de outros que se desenvolveram no Paquistão.

Cet article problématise la régionalisation brésilienne à partir des questions posées par les anciennes régionalisations et les défis contemporains pour sa réalisation. Les deux tendances de continuité et de rupture sont considérées, à la fois en termes analytiques et dans la réalité empirique. Quelques processus plus récents sont signalés, comme celui de la méga-région Rio-São Paulo, celui des régions et/ou des réseaux régionaux dans les domaines de la modernisation agricole, les régions transfrontalières et, surtout, les régionalisations « d'en bas », construites par des processus de résistance des groupes subalternes.

Regionalização do Brasil segundo Delgado de Carvalho (1913). Assim, para o autor:. (p. 36) Como se observa na figura 3, o autor propõe regionalizar o Brasil identificando pela primeira vez a região Sudeste 4 (composta pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, a então Guanabara, Espírito Santo, o norte do Paraná e centro-sul de Minas Gerais), por sua vez “soldada” às regiões Sul e Centro-Oeste, “territórios de economia complementar” para onde se propagam as atividades do Sudeste, formando assim a “Grande Região Centro-Sul”.. Na “região que comanda o país”, o Sudeste, aparece em primeiro lugar a “região industrial e urbana”, resultante do “entrelaçamento da ação” das duas grandes metrópoles, Rio e São Paulo.. 5): uma Região Concentrada, formada pelo Sudeste e pelo Sul, o Brasil do Nordeste, o Centro-Oeste e a Amazônia” (p. 268).. 28Esse destaque de uma ampla região Centro-Sul ou, na ótica de Milton Santos, concentrada, reunindo Sul e Sudeste (e partes do Centro-Oeste) adquire, na leitura de Geiger, uma subdivisão onde se ressalta uma “região industrial e urbana” que se estende de Cabo Frio, na região dos Lagos fluminense até Piracicaba, no interior de São Paulo.. (p. 61) Assim, a megarregião Rio de Janeiro-São Paulo desempenha o papel de centro, como nas antigas regionalizações aqui mencionadas, mas essa condição megarregional não significa simplesmente que seja o centro econômico do país, mas um centro “que coloca em conexão o capital que aqui se reproduz com o conjunto da produção capitalista em escala global”.. 39Finalmente, uma das questões mais importantes a ser considerada em novos processos de regionalização do Brasil é a que envolve o que denominamos “regionalização de baixo para cima”.. 47Por mais que enfatizemos hoje as redes técnicas, de natureza econômica, nas configurações regionais, temos que considerar a força, crescente em muitos contextos, do conteúdo mais especificamente político e/ou cultural das redes (como vimos no caso das redes transfronteiriças e das redes regionais para o caso brasileiro).

Cet article problématise la régionalisation brésilienne à partir des questions posées par les anciennes régionalisations et les défis contemporains pour sa réalisation. Les deux tendances de continuité et de rupture sont considérées, à la fois en termes analytiques et dans la réalité empirique. Quelques processus plus récents sont signalés, comme celui de la méga-région Rio-São Paulo, celui des régions et/ou des réseaux régionaux dans les domaines de la modernisation agricole, les régions transfrontalières et, surtout, les régionalisations « d'en bas », construites par des processus de résistance des groupes subalternes.

Regionalização do Brasil segundo Delgado de Carvalho (1913). Assim, para o autor:. (p. 36) Como se observa na figura 3, o autor propõe regionalizar o Brasil identificando pela primeira vez a região Sudeste 4 (composta pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, a então Guanabara, Espírito Santo, o norte do Paraná e centro-sul de Minas Gerais), por sua vez “soldada” às regiões Sul e Centro-Oeste, “territórios de economia complementar” para onde se propagam as atividades do Sudeste, formando assim a “Grande Região Centro-Sul”.. Na “região que comanda o país”, o Sudeste, aparece em primeiro lugar a “região industrial e urbana”, resultante do “entrelaçamento da ação” das duas grandes metrópoles, Rio e São Paulo.. 28Esse destaque de uma ampla região Centro-Sul ou, na ótica de Milton Santos, concentrada, reunindo Sul e Sudeste (e partes do Centro-Oeste) adquire, na leitura de Geiger, uma subdivisão onde se ressalta uma “região industrial e urbana” que se estende de Cabo Frio, na região dos Lagos fluminense até Piracicaba, no interior de São Paulo.. 39Finalmente, uma das questões mais importantes a ser considerada em novos processos de regionalização do Brasil é a que envolve o que denominamos “regionalização de baixo para cima”.

Ensaio histórico sobre o desenvolvimento da economia mundial, com ênfase no papel desempenhado...

Com efeito, o impacto da incorporação dos ex-países socialistas aos circuitos da economia internacional não seria muito grande como produto global (15%, se tanto, do PIB mundial, em razão de sua baixa produtividade) e menos ainda, em fase inicial, como aumento do comércio (basicamente produtos primários, já que os manufaturados "socialistas" tinham competitividade nula), mas as conseqüências seriam mais relevantes no que tange a divisão internacional do trabalho, com uma expansão em torno de 35% da população economicamente ativa.. Como exemplos dessas práticas podem ser citados os regimes especiais aplicados a determinados ramos da economia ¾ como a Política Agrícola Comum da UE, por exemplo, altamente distorcida das regras multilaterais de comércio ¾, que resultam em reservas de mercado e dispositivos contrários ao princípio do tratamento nacional, outro dos fundamentos do GATT, com a reciprocidade.. Poucas nações, a exemplo da Grã-Bretanha ¾ entre 1856 e a Primeira Guerra Mundial ¾, praticavam o livre-comércio, mas as barreiras tarifárias e não-tarifárias eram bem menos importantes no século XIX do que vieram a ser na passagem para o século XX e, sobretudo, depois da grande crise de 1929.. Por outro lado, uma parte desse intercâmbio também começou a ser realizado ao abrigo de sistemas preferenciais, como são os esquemas de integração e os blocos de comércio, seja no formato mais simples das zonas de livre-comércio, seja nos mais sofisticados de tipo mercado comum ou união monetária.. O protecionismo comercial pode ser ocasional e sujeito a lobbies setoriais que fazem pressão pela defesa de empregos em determinadas indústrias ¾ como nos EUA, onde ele em geral assume a forma de abusivas medidas antidumping ou dos direitos compensatórios ¾ ou institucionalizado e sistemático, como no caso da "Política Agrícola Comum" da União Européia, baseada em mecanismos complexos de proteção à produção local ¾ via subsídios à produção e restrições quantitativas, como quotas e picos tarifários contra as importações ¾ complementada pela competição desleal no comércio externo, mediante subvenções ilegais às exportações.. Alguns blocos comerciais avançam a ponto de se converter em mercados comuns (como pretende ser o Mercosul, que ainda precisa completar sua união aduaneira) e apenas um, a União Européia, consolidou seu mercado comum e deu passos decisivos para converter-se em união econômica e monetária, tendo adotado inclusive uma moeda comum, o euro.. ALCA: FIM DA SOBERANIA ECONÔMICA BRASILEIRA E DESAPARECIMENTO DO MERCOSUL?. Do ponto de vista estrito do desempenho ótimo das oportunidades econômicas, toda experiência de integração, ainda que na forma simplificada da eliminação de barreiras aduaneiras sob um regime de livre-comércio, é desejável, quanto a uma situação de plena autonomia econômica, pois que corresponde a uma etapa inicial de liberalização de mercados e de inserção nos circuitos da interdependência mundial, mesmo em um âmbito geográfico mais restrito.. Não deveria, portanto, ser diferente para o Brasil, tanto no formato mais restrito do Mercosul como no esquema ampliado de uma futura Alca, ainda que não se possa arriscar previsões mais positivas quanto a seu caráter funcional, ou não, para seus objetivos de desenvolvimento econômico e social.. O projeto da Alca não representa uma ameaça fundamental às economias do Brasil e do Mercosul, pelo fato de que sua vocação liberalizadora vai além da agenda tradicional de uma zona de livre-comércio, ou devido a que os elementos de assimetria estrutural são extremamente relevantes quando confrontados ao cenário mais homogêneo da América do Sul ou à dimensão mais modesta de todas as outras economias hemisféricas, à exceção dos EUA?. Mais uma vez neste caso, a Alca coloca ao Mercosul o desafio de seu próprio aprofundamento interno, preservando áreas de preferência sub-regional em um cenário mais amplo de liberalização progressiva no plano hemisférico.. ¾ A eventual "desnacionalização" ¾ não de setores, mas de frações de mercados setoriais ¾ com base na venda ou fusão de empresas brasileiras a gigantes estrangeiros não será diferente ou em todo caso maior do que já ocorre no âmbito do processo de globalização atualmente em curso, que foi voluntariamente assumido pelo Brasil como um desafio importante a ser vencido, não como uma ameaça a ser evitada.

OBJETIVO: Discutir as potencialidades do sistema de informação geográfico na análise do perfil...

MÉTODOS: Foi efetuada a análise georreferenciada das notificações de tuberculose, malária e da mortalidade de 374.123 indígenas distribuídos em 36 Distritos Sanitários Especiais Indígenas em todo o Brasil.. Nesse contexto, buscando aprimorar os estudos da saúde dos povos indígenas, o presente artigo discute as potencialidades do geoprocessamento para viabilizar análise sociodemográficas, da organização dos serviços e do perfil epidemiológico dos grupos étnicos do País, atendidos pelo subsistema de saúde indígena.. Tomando o distrito sanitário como unidade de análise foi possível comparar o coeficiente de incidência de tuberculose em 17 DSEI, para o ano de 2000.. Em termos médios a mortalidade infantil indígena em 2000 (74,7/1.000 nascidos vivos) superou em mais de 100% o coeficiente de mortalidade infantil da população brasileira em 2000; em 2001 esse valor (56,5/1.000 nascidos vivos) foi aproximadamente 78% maior que a média nacional.. Saúde Brasil: uma análise da situação de saúde.

O desenvolvimento socioeconômico, a oferta e a complexidade das ações e dos serviços de saúde no...

O desenvolvimento socioeconômico, a oferta e a complexidade das ações e dos serviços. de saúde no contexto regional podem ser considerados condicionantes estruturais para. o êxito do atual processo de regionalização da saúde no Brasil.. Esses dois fenômenos, a descentralização do poder regulatório e decisório para os níveis. subnacionais de governo e a proliferação das atividades de "empresariamento" da gestão e. oferta de serviços, foram contemporâneos e estratégicos para a conformação do sistema. brasileiro de saúde, tendo introduzido ciclos diferenciados ao longo da trajetória de. implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) - um ciclo que cobre os anos 1990, voltado. ao incremento da descentralização com foco nos municípios, e outro, já nos anos 2000,. com maior ênfase na estratégia de regionalização, de forma a superar os entraves. advindos das grandes desigualdades na oferta de serviços, porém ainda de pouco impacto. na organização funcional do sistema de saúde ( Lima et. al., 2012 LIMA, L. D. et al. Regionalização e acesso à saúde nos estados. brasileiros: condicionantes históricos e político-institucionais.. O processo de regionalização pode interferir de modo positivo na universalidade do. acesso à saúde, pois permite o planejamento e a organização dos serviços da rede de. atenção à saúde de acordo com as necessidades do âmbito regional, estabelecendo uma. integração racional e equitativa das ações e serviços de acordo com a oferta e. necessidades encontradas num determinado contexto sociossanitário, otimizando recursos. humanos e tecnológicos no complexo regional de saúde, catalisando compartilhamentos. políticos e de responsabilidades entre atores ( Lima et. al., 2012 LIMA, L. D. et al. Regionalização e acesso à saúde nos estados. brasileiros: condicionantes históricos e político-institucionais.. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São. Paulo, v. 24, n. 71, p. 105-119, 2009.; Santos; Giovanella, 2014 SANTOS, A. M.; GIOVANELLA, L. Governança regional: estratégias e. disputas para gestão em saúde.. Assim, o. objetivo deste artigo é identificar os condicionantes estruturais do processo de. regionalização no Brasil, por meio da construção de tipologia nacional das regiões de. saúde formalmente constituídas até janeiro de 2014, ou seja, após a aprovação do Decreto. 7.508/2011, o qual marca um novo momento da regulação dos processos de descentralização. e regionalização no SUS ( Brasil, 2011 BRASIL.. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São. Paulo, v. 24, n. 71, p. 105-119, 2009.

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Entretanto, frente à concentração geográfica de serviços de maior complexidade, às diferenças de porte populacional e condições político-institucionais dos entes federativos no Brasil, há necessidade de conformação de arranjos regionalizados de atenção à saúde que não se restringem aos seus limites administrativos, sendo a interdependência entre os governos bastante significativa 6,7 .. O debate que culminou na publicação das diretrizes do Pacto pela Saúde em 2006 foi desencadeado a partir de 2003 com a entrada de novos dirigentes no Ministério da Saúde, que identificaram a necessidade de mudanças nas formas de relacionamento estabelecidas entre as esferas de governo na política de saúde.. Dentre os desafios mais relevantes, destacavam-se: a necessidade de adoção de critérios de repartição mais justa entre as unidades federadas e de formulação de modalidades inovadoras para as transferências dos recursos financeiros; a formulação de metas e objetivos sanitários para a regulação e avaliação das ações de saúde oferecidas pelo SUS; a formulação de estratégias para a organização da gestão regional do sistema; e a definição de uma proposta de organização das redes de atenção, tendo a atenção primária como ordenadora.. De fato, as mudanças no que se refere aos mecanismos de financiamento envolvem a unificação das centenas de repasses realizados anteriormente, por meio da criação de cinco grandes blocos para transferência de recursos federais vinculados ao SUS: (1) atenção Básica; (2) atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar; (3) vigilância em saúde; (4) assistência farmacêutica; (5) gestão do SUS.. Mantidos o poder regulatório e de indução de políticas nacionais por meio das transferências federais, os distintos ritmos e graus de implantação do Pacto pela Saúde refletem, em última instância, o modo de condução da política de saúde em âmbito estadual, bem como a diversidade de amadurecimento das relações federativas em cada um dos estados brasileiros.. Assim, fatores de natureza histórico-estrutural, ligados à história de conformação dos estados, às dinâmicas socioeconômicas e às características dos sistemas de saúde (complexidade, perfil e distribuição da oferta de serviços) foram determinantes para os avanços e as dificuldades enfrentados no processo de descentralização e de regionalização.. Também se identificaram aspectos de ordem político-institucional, entre os quais se destacaram: o legado de implantação de políticas prévias que enfatizam a descentralização e a regionalização; o aprendizado institucional acumulado pelas instâncias colegiadas do SUS (entre elas a Comissão Intergestores Bipartites e os Conselhos de Representação dos Secretários Municipais de Saúde) e pelos governos estaduais e municipais nos diversos campos e funções gestoras da saúde (principalmente no que se refere às funções de planejamento e regulação); a existência de uma cultura de negociação intergovernamental; a qualificação técnica e política da burocracia governamental, e; os modos mais ou menos democráticos de operação e condução das políticas de saúde nos estados.. Além disso, também atuaram como elementos decisivos na implantação do Pacto pela Saúde, a experiência acumulada no planejamento governamental, as formas de organização e a cultura de negociação intergovernamental adquiridas pelas secretarias estaduais e municipais de saúde e instâncias colegiadas no estado, a experiência com estratégias de formalização de parcerias (por exemplo, consórcios de saúde e contratos de gestão).. A presença de atores públicos com legitimidade e poder político necessários para a superação de conflitos - comuns em momentos de renovação de práticas gestoras - quando associados, no âmbito institucional, à existência de equipes técnicas qualificadas, foi decisiva em alguns casos para a adoção de novas experiências de planejamento e gestão em saúde (como sugere a experiência de Sergipe).. Em síntese, a implementação do Pacto pela Saúde se associou, em cada estado, aos processos de descentralização e regionalização anteriores, ao desenvolvimento das capacidades de negociação loco-regionais e ao grau de articulação existente entre os representantes do Conselho de Representação das Secretarias Municipais de Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, no sentido de gerar consensos sobre a divisão de responsabilidades gestoras e os desenhos regionais adotados em cada estado.. Além disso, há a necessidade de assegurar a implantação de novos fluxos e de modalidades de relacionamento entre tais colegiados e as comissões intergestores nos estados, no sentido de superar dificuldades que possam existir no exercício descentralizado do poder de negociação e de decisão.. Tentativas recentes de articulação entre as estratégias de pactuação intergovernamental e a elaboração dos instrumentos de planejamento setoriais (os Planos de Saúde, a Programação Anual de Saúde e o Relatório Anual de Gestão) visam minorar este problema 33 .. As experiências revelam que falta avançar na configuração de estratégias e instrumentos de planejamento, regulação e financiamento que possam apoiar a conformação de sistemas públicos de saúde regionais em diferentes recortes territoriais (nos espaços definidos pelos Colegiados de Gestão Regional, nas regiões de fronteira, áreas metropolitanas, reservas indígenas e áreas de proteção ambiental, entre outras).. As múltiplas realidades regionais exigem o fortalecimento da lógica territorial no processo de planejamento e formulação de políticas de saúde, bem como um esforço financeiro adicional da União e dos estados, de modo a permitir uma diversificação de políticas e investimentos que relacionem as necessidades de saúde às dinâmicas territoriais específicas.

Este artigo apresenta a situação da saúde de Angola no período 2000-2007, discute a...

Este artigo apresenta a situação da saúde de Angola no período 2000-2007, discute a regionalização do sistema de saúde como importante instrumento para a melhoria tanto do acesso aos serviços de saúde daquele país, quanto da utilização destes, e aponta condições e desafios para a sua implementação.. Acesso aos Serviços de Saúde; Regionalização; Sistemas de Saúde. A discussão da temática torna-se ainda mais relevante pelo fato de estar em curso em Angola, desde 1999, a implementação de um programa de desconcentração e descentralização administrativas com vista à melhoria do acesso da população aos serviços públicos 2 .. Consideramos a regionalização como uma das estratégias para (re)organização da rede de serviços e como um dos instrumentos para a (re)construção de um sistema de saúde integrado de Angola.. Todos os 46 países da região africana da OMS iniciaram um tipo de reforma do setor da saúde, variando de um país a outro os contextos e os indicadores dos programas da reforma, a qual foi influenciada, na maior parte, pelo fraco desempenho dos seus sistemas da saúde, particularmente no que diz respeito à qualidade de serviços de saúde 37 .. Correspondência:. E. Artmann. Departamento de Administração e Planejamento em Saúde. Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca. Fundação Oswaldo Cruz. Rua Leopoldo Bulhões 1480, Rio de Janeiro. RJ, 21041-210, Brasil. artmann@ensp.fiocruz.br

A REGIONALIZAÇÃO NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE TURISMO NO BRASIL

Mas o autor alerta que isso só pode ocorrer efetivamente quando o turismo faz. parte de um plano integral de desenvolvimento regional e não é considerado como uma. atividade isolada.. Tem sido cada vez mais comum e proeminente que disciplinas diversas se interessem. pelo estudo da região, sobre o que Bourdieu (2012, p. 108) afirma:. O último paradigma mencionado por Corrêa (2003) é o da Geografia Crítica, que irá. se expandir a partir da segunda metade do século XX, baseada no materialismo histórico e na. dialética marxista, congregando geográficos como William Bunge, David Harvey e Yves. Lacoste.. Apesar de Côrrea (2003) considerar região tal como Vidal de La Blache, como uma. entidade concreta, o seu entendimento é diferente desse autor, por não considerar que essa. seja harmônica e única, mas particular, articulando em um território menor elementos que são. ao mesmo tempo gerais, portanto, uniformizadores, e aspectos específicos, previamente. existentes, isto é, diferenciadores.. regiões urbanas, além da grande cidade, das áreas urbanas satelizadas e das áreas próximas ou. em volta dos grandes centros no mesmo nível de relações, aquelas áreas que não foram. tocadas pelo processo modernizador, mantendo aspectos tradicionais no interior de uma zona. motora.. Ainda para Haesbaert (2010, p. 6),. Para Haesbaert (2010), não se pode reduzir regionalizações a construções intelectuais. ou a práticas concretas, toda análise regional deve preocupar-se concomitantemente com a. produção material, aquela vinculada a dimensão funcional, e com as representações e. símbolos, isto é, com a dimensão do vivido “[...] tanto a coesão ou lógica funcional quanto a. coesão simbólica, em suas múltiplas formas de construção e des-articulação – onde, é claro,. dependendo do contexto, uma delas pode acabar se impondo sobre – e refazendo – a outra”. (p. 17).. Não é surpresa que o planejamento do turismo brasileiro tenha ocorrido com maior. ênfase nos últimos anos, tomando como recorte espacial a região e utilizado técnicas de. regionalização, já que a perspectiva regional de desenvolvimento do turismo já tinha sido. usada em projetos em diversos lugares do mundo e até mesmo no Brasil com menor enfoque. em décadas anteriores, a partir de 1970.. Entre as ações realizadas em outros contextos, que não o brasileiro, Acerenza (2003). mostra que as primeiras tentativas de planejamento formal do turismo por parte do Estado já. indicavam ações em prol do planejamento do turismo regional.. desenvolvimento regional.

Globalização – Regionalização - RELAÇÕES SOCIAIS NA INTEGRAÇÃO ECONÔMICA TRANSFRONTEIRIÇA: OLHA

Na sociedade internacional a interação de seus principais agentes é. essencialmente a busca pelo poder em uma relação cada vez mais complexa dado se. tratar de sociedades organizadas, com autonomia e soberania o que implica efeitos. em grande escala (GRAY, 1985).. Na sociedade internacional. cada elemento cuida de seus próprios interesses embora muitas vezes isto. pressuponha o uso de algum tipo de influência sobre o ambiente e sobre os outros. participantes.. Além do mais, uma economia global designa uma economia na. qual as economias domésticas são incluídas e rearticuladas no sistema por processos. e transações internacionais, tornando-se o sistema econômico internacional. autônomo e socialmente sem raízes e a produção e os mercados, globais. efetivamente.. Isso caracteriza apenas uma economia internacional e não. uma economia global e, portanto, a globalização é uma ilusão causada pelo processo. de integração econômica vivido nas últimas décadas.. Inobstante isso, Chesnais (1996; 1998) salienta que o peculiar neste processo. de internacionalização do capital entre estados nacionais, além do volume tanto da. produção quanto do comércio suas inéditas especificidades residem no processo de. financeirização da economia internacional.. Com isso, a busca de mercados mundiais a partir da ótica das firmas não é a. busca do mundo como um todo (todos os mercados, todos os países) mas somente. de alguns países e mercados selecionados segundo critérios de maximização dos. interesses específicos (mercados de recursos e/ou mercados consumidores). buscados.. Com isso, consolidou-se não só. meramente a existência de uma dimensão geopolítica no sentido de controle territorial. do espaço geográfico (divisão política), mas também fortemente da importância. econômica dos espaços disputados e a própria manutenção ou não do status de poder. internacional (geoeconomia).

Regionalização versus bacia hidrográfica - Hidropolítica da bacia do rio una: uma abordagem a p

Todavia, a ideia de região. e a divisão regional precedem a autonomia da Geografia como ciência, fazendo-se presente. nos conhecimentos geográficos desde a Antiguidade com conotações de localização,. extensão, representação, dentre outras, mas desprovida de critérios rigorosos (LENCIONI,. 2003).. Nesse sentido, o processo de divisão regional data de tempos longínquos, através do. senso comum; no entanto, hoje, apesar dos termos região e regionalização serem abordados na. escola básica e demostrados por meio de livros didáticos, sobretudo de Geografia, o uso dos. termos no linguajar do senso comum, que é corrente, geralmente está vinculado a dois. sentidos – localização e extensão –, porém empregado de maneira imprecisa, por não estar. alicerçado em um critério rigoroso no lastro empírico.. Sob o prisma da ciência geográfica, o conceito de região provocou um intenso debate,. condicionado justamente pela forma de pensar esse conceito enquanto base empírica no. processo de regionalização, tendo aflorado um vasto mosaico de concepções, que fora. balizado estreitamente pelos paradigmas filosóficos que perpassam o pensamento geográfico. e a ciência de modo geral, percurso histórico pormenorizado por Lencioni (2003) e Bezzi. (2004).. Apesar disso,. indubitavelmente, a região é uma categoria analítica importante na Geografia, tendo em vista. que a regionalização está vinculada a um critério e propósito específicos, que derivam na. delimitação de uma determinada porção espacial, por meio daquilo que é diferente e/ou. semelhante; olhar para região é dar ênfase a atributo(s) do espaço em prol de uma. intencionalidade.. Numa tentativa de estabelecer critérios para a definição exata da divisão. física, foi que, no século XVIII, Filipe Buache (1752) apresentou à. Academia de Ciências de Paris a idéia de tomar como base física, ou região. natural, a bacia fluvial.. Ademais, Bezzi (2004), coloca que esse caráter de regionalização de bacias. hidrográficas preconizado com base em um único critério, muito elaborado por geógrafos até. o século XIX, é ingênuo e pouco frutífero, visto que recortava uma porção espacial atribuindo. a acepção de região natural a um elemento da natureza – os rios do sistema hidrográfico –,. ignorando os demais elementos que a constituem.. Essa perspectiva de Buache das bacias. hidrográficas como meio de regionalização foi rompida com a proposta de Vidal de La. Blache, que buscava na região a unicidade do homem-meio (LENCIONI, 2003) e pensava os. múltiplos aspectos da realidade, justapondo-os para ter uma visão ampla da área delimitada. (Figura 5).. Lacoste refuta esse meio de divisão regional quanto ao seu caráter. estático e acabado de pensar o espaço (região), como se novos elementos fossem impossíveis. de serem atribuídos junto aos elementos antigos da região que fora demarcada, derivando. também em um único modo de pensar a superfície da Terra (CORRÊA, 2007).. A despeito disso, essa forma de regionalizar foi muito utilizada,. a exemplo do território brasileiro, que de acordo com Lencioni (2003), ainda quando o Brasil era colônia portuguesa, o religioso Aires de Casal, na sua obra Corografia Brasilica, divide o território brasileiro tomando como parâmetro de regionalização as bacias fluviais.. Soma-se às regionalizações anteriores, o desenvolvimento de zonas fisiográficas,. engendradas com base no conceito de região geográfica de Vidal de la Blache, aplicadas no. território brasileiro e divulgados a partir dos recenseamentos realizados em 1950 e 1960.. Sobrepondo-se a estas, ainda existem as microrregiões. (termo empregado pelo IBGE), que são unidades de planejamento arroladas no interior de. cada mesorregião, e há as Regiões de Desenvolvimento (RD), para fins de planejamento. estratégico e de gerenciamento descentralizado das ações de governo.. É certo que a bacia tem de ser pensada enquanto uma totalidade, pelo seu caráter de. sistema interdependente, porém o desafio advém de pensar o planejamento à luz de uma. perspectiva sócio-ambiental, quando as demais regiões que servem como parâmetro no. planejamento apresentam-se, durante anos, enquanto uma realidade estática, acabada.

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Last Updated: 06/13/2022

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